Terça-feira: Acordo às nove com duas mensagens da mesma pessoa. Uma às três da manhã com um "estás acordado?" e uma às sete e meia da manhã com um "Olá, bom dia". Estava sem mensagens e só ao final da tarde é que respondi. "Estava sem mensagens, precisas de alguma coisa?" "Ah, era para falar..." "Então liga-me..." "Ah, já não é preciso... É que na altura não tinha nada para fazer". Humpft
O Verão até que não foi nada assim de outro mundo, foram uns meses bem passados - 90% em casa. Mas, nos meus últimos quinze dias sei que terei uma nova banda sonora, pois os vizinhos que só irão começar a passar aqui o Inverno estão a arranjar a casa, nomeadamente partir partir paredes, rebocá-las, enfim, fazer uma nova casa. E com o barulho que por ali se faz, acho que não vou ter muito descanso.
Se querem tantooooooo ver mulheres nuas, vejam na internet que há sites especializados para os vossos gostos. Não é por estarem constantemente - mês a mês, vá -, a criticarem a Playboy por não colocarem as figuras públicas portuguesas nuas que aquele FLOP vai melhorar.
Gravado em Coimbra e é um vídeo amador, mas retrata uma das músicas mais bonitas que conheço. Ninguém me convence do contrário. Acho que assim, consigo ir dormir bem disposto!
E quando todos falam do artigo de opinião escrito pela Margarida Rebelo Pinto no jornal SOL - escrito há cerca de dois anos -, vejo que 90% dessas pessoas conseguem ter uma atitude muito pior que a escritora, onde perdem toda a credibilidade. Li ofensas macabras à senhora como se fosse a pior pessoa do mundo. Sim, foi uma crónica infeliz. Um momento infeliz da escritora. Poucos foram os comentários que li acerca do artigo onde houvesse uma crítica construtiva. Chego a pensar que os portugueses ainda acreditam que só há bondade neste mundo e quando alguém escreve algo que não vai de encontro com as suas ideias, ou do 'politicamente correcto', surge a má-educação e passam para os insultos. E ao ler tanta falsidade destas pessoas que usam o anonimato para demonstrar as suas frustrações, ainda penso como acham que todos pensam que a vossa mente está intacta de perversidade e que nunca avaliaram alguém pela aparência. A diferença é que a escritora se manifestou. É que essa gente conseguiu insultar o quíntuplo das vezes a escritora que a própria às tais gordinhas. A crónica tão criticada.
É que esta noite comecei a namorar com uma rapariga que tem namorado, destravei um carro e esse carro bateu contra o carro de um primo e ainda originei uma discussão com um amiga que tive há uns tempos. Felizmente acordei e estava tudo bem. Como é que uma pessoa, em sete horas, se pode pôr em três sarilhos? Mas óbvio que quando o meu primo chegar do trabalho vou verificar se o carro está intacto.
"Não confies demasiado nas pessoas. Elas acabarão por te desiludir". Eu sei que é uma frase com grande carga negativa, que é 'contra' às grandes amizades, mas é assim que eu terei que fazer. Sempre de pé atrás!
Posso dizer-vos que graças a mim, o Correio da Manhã 'mentiu' há cerca de dois meses. Fui entrevistado pela revista 'Domingo' para falar do trabalho da apanha da pêra onde estive no ano passado e revelei à jornalista que este não tinha trabalho na área, como podem na imagem que coloquei neste post, no segundo parágrafo da notícia. A verdade é que os pomares realmente não vingaram, mas mesmo assim consegui ir. Metade da pêra, metade do tempo e metade das pessoas a trabalharem, infelizmente. Metade dos graus é que não foi possível, pois o calor não deu tréguas e tenho a cara e os braços bem mais bronzeados que o peito e as pernas. Apesar de haver muito menos pêra, trabalhei por lá quatro dias e gostei mais que o ano passado. Na segunda-feira éramos apenas cinco, eu e mais umas pessoas entre os 45 e os 55. Na terça-feira até ao dia de ontem, além dessas pessoas apareceram duas mulatas (19,22) e a filha do patrão e o respectivo namorado (18,18). Se no ano passado havia miúdos mais novos que eu, este ano foi o único menor. Mas isso não impossibilita a minha capacidade de trabalho, pois sempre acompanhei os meus colegas. E deixo-vos aqui algumas frases caricatas de alguns colegas que me fizeram rir, enquanto os ouvia a falar... *um deles estava a deitar sangue do sítio onde coloca o brinco* e diz o outro: "Então meu, estás com menstruação na orelha...?" "Tu não és algarvio nem és português. Não és nada!" "Vocês são uns alcoólicos!" "Os ólicos estão ali em cima" *aponta para os moinhos eólicos.*
Por que será que as pessoas que eu gostassem que lessem o meu blog não o lêem? Fica aqui a pergunta, sem querer desvalorizar os meus leitores, obviamente...
Apesar de trabalhar no campo é melhor que trabalhar na cidade, há sempre algo que nos contraria o bom da coisa. O sol quis por-nos a trabalhar com mais de 30 graus e nas horas de mais calor não quis descer dos +35º.
Dado por terminado o domingo mais cansativo do ano, amanhã começa uma dura semana de trabalho. E o tempo parece não ajudar, pois o calor infernal faz questão em acompanhar-me, pelo que vi na meteorologia.
Quando vi o vídeo ri-me bastante. E a parte do "ê aí Fanny, dime lo que quieres' mata tudo. No entanto, ainda me ri mais com as opiniões das pessoas acerca do vídeo. É óbvio que rebaixaram o senhor Canuco e a miss Fanecas. Até a miúda sabia que isso iria acontecer. Só um burro é que não percebia que isto seria um fracasso, após a divulgação. A música é horrível, a letra é péssima e é óbvio, até para um miúdo de 6 anos, que a Fanny não sabe cantar. Mas enfim, alguém acreditou no suposto talento dela e ainda tentou colocar muito efeito na voz dela, mas nada mudou. Nota-se os efeitos mas continuamos a perceber que a voz dela para canto não vale nadinha. Mas o mais surpreendente é a auto-estima da Fanny. E a isso, até lhe posso bater umas palmas. Porque há muitos que não aguentavam tanto ódio. A miúda não se deixa levar com os milhares e milhares que a odeiam. A miúda mostra sempre que está bem, que está feliz, que tem muito sucesso na vida e até diz 'falem bem ou falem mal, isso não me interessa... desde que falem'. Perante os 44 mil dislikes contra os 2 mil likes que a música da 'Vida Loca' tem, a miúda diz 'Olhem, vejam os dislikes que as músicas do Justin Bieber têm e o sucesso que ele tem. E eu fiquei a pensar nisto. Será que ela se estava a comparar ao Justin Bieber? É verdade que eu não gosto do rapaz, até pelas músicas muito românticas, onde na maioria inclui 'love', 'baby' e 'girl'. Mas pelo menos sei que o rapaz sabe cantar. Ao contrário da Fanny. O rapaz tem talento, ela não. Mas se ela acha que aquela música - e até fico enjoado ao chamar aquilo de 'música' -, ninguém a poderá contrariar. É que, se aquilo for realmente um hit de Verão... bem... que a chuva e o frio venham depressa!
Do 5ºano ao 9ºano sempre mantive a mesma turma, mas a partir do 7º foram entrando algumas pessoas. No oitavo ano entrou uma miúda que me suscitou grande curiosidade. Tinha apenas 1.50m, uma cara muito fofinha e era açoriana. Comecei a conversar com ela e ficámos amigos. Grandes amigos. Melhores amigos, após dois anos. Apesar de alguns arrufos, sempre mantivemos uma boa amizade. Era uma grande confidente, contava-lhe tudo, pois passava grande parte do dia com ela. Após esses dois anos, ela seguiu para um curso profissional e eu repeti o 9ºano. No ano seguinte, quando já não andávamos na mesma turma, as primeiras semanas de aulas foram péssimas para ela. Estava com ela de manhã, antes de começarem as aulas e de vez em quando ao final do dia. Ela chorava imenso. Não queria ir para a escola, a mudança tinha sido bastante grande, suponho eu. As lágrimas nunca foram devidamente explicadas. Perguntava-lhe se alguém lhe tinha feito mal, se havia algum problema com a turma, com algum professor ou em casa. Sempre disse que estava tudo bem. Mais tarde, superou esta transição, após uma grande conversa com a directora de turma. Já a via com as colegas de turma, nos intervalos. Via que estava feliz ao contrário de mim, pois tinha chumbado e estava com uns miúdos mais novos que eu, que não conhecia de lado nenhum. Dois meses mais tarde, ela diz-me que vai sair da escola. Para ir trabalhar. Passei-me da cabeça. Não sei como, mas convenceu toda a gente e resolveu sair da escola. Sem razão aparente. "Porque estou farta", "porque não gosto", enfim, estas frases eram inexplicáveis. Quem é o estudante que nunca disse que estava farto da escola? Não era razão para ela abandonar os estudos. Fartei-me de ralhar com ela. De dar-lhe na cabeça. "Vais fazer o quê? Lavar escadas?" "Sem estudos não vais a lado nenhum!" "Não faças isso!". Tudo isto... em vão. Saiu da escola, com a inesperada autorização da mãe e da directora da escola. Arranjar emprego? Nada disso. Passou os dias em casa. Ligava-lhe várias vezes para saber como estava, respondia-me sempre que estava bem. Sempre achei que estava a dizer a verdade. Notava que sim. Já a conhecia suficientemente bem para saber se estaria a mentir. Nos nossos dois anos de amizade, ela falava bastante do ambiente em casa e sempre demonstrou que não havia grandes problemas. Logo, esse não podia ser o problema. Foram passando os meses, a minha grande companhia tinha saído da escola e as saudades apertavam. Pedia-lhe para vir à cidade para falarmos... para saber como ela estava, para tentar convence-la a voltar à escola. Foram passando as semanas... os meses... quase todas as semanas lhe ligava para saber se havia novidades. Se ela tinha arranjado emprego ou se tinha, pelo menos, caído em si e perceber que tinha cometido o erro mais grave da sua vida - sim, porque sem estudos, o que vamos ser na vida? Nunca negou os convites, mas nunca os aceitou. Nunca percebi porquê. E sempre me tratou da mesma maneira, nunca deixou de ser a mesma... E eu pensava: O padrasto não deixa? A mãe não deixa? Não me pareceu que fosse isso. Para mim, ela foi sincera desde sempre... se fosse esse o problema ela teria dito e deixava de fazer a pergunta inúmeras vezes. Este Verão tentei que nos encontrássemos, "podes vir ter comigo? perguntava. " "Não sei". "Para a semana?" "Sim..." E assim sucessivamente. Nunca aceitou. Apenas veio ter comigo no Carnaval passar uma tarde e matámos saudades. A partir daí, senti que a nossa amizade estava a desaparecer aos poucos. Eu era o único me preocupava, neste caso com ela... eu era o único que lhe mandava mensagens, que tentava que ela viesse ter comigo para falarmos um bocado... afinal de contas ela desapareceu num ápice! As tentativas de tentar falar com ela, de 'recuperar a nossa amizade' não tiveram resultado. Ela estava no seu mundo e a amizade dela fazia falta, já que estava muito à nora com a nova turma. Perguntei-lhe se estava chateada comigo, ou se lhe tinha feito alguma coisa e a resposta era sempre que não. E eu sabia que não tinha feito nada. Tínhamos uma boa amizade... Obviamente que me cansei de tentar falar com ela. Após uma longa conversa por mensagens, expliquei-lhe que estava farto e que quando ela quisesse estar comigo, que me ligasse. E até hoje: nem uma mensagem. Ignora-me até hoje. Mas não me tratará mal e continuará a mesma de sempre se lhe ligar. Mas eu desisto. Assim perco uma amizade. Da maneira mais estúpida de sempre. Maneiras que fico:
As coisas que maioria ambiciona e sonha realizar mas... que eu abomino: 1) Partir à aventura com uma mochila às costas 2) Dar uma volta ao mundo 3) Ser famoso 4) Ir viver para Nova Iorque 5) Ser feliz, um dia 6) Se tiver 15, querer ter 25 7) Ser jogador de futebol 8) Casar e ter filhos 9) Ir com a cara-metade à torre eiffel 10) Tirar a carta de condução aos 18 anos
Detesto profundamente quando as pessoas me prometem uma coisa e nunca a realizam. Do tipo "quando for à praia aviso-te e vens connosco", e nos dias seguintes vejo essa pessoa a voltar da praia, ao final do dia. Ou então "temos que combinar uma tarde para falarmos, quero saber de ti!" e vão passando os meses. Ou "quando for ao cinema convido-te, nunca mais lá fui" e depois vejo fotografias no Facebook dessa pessoa com amigos comuns no cinema. Sim, isto aconteceu-me mesmo. Porque é que as pessoas falam demais?
E já que estou na idade da parvoíce, pelo menos que me ria dessas parvoíces. É, durante a noite ir à casa de banho, olhar-me ao espelho e começar a rir tal a surpresa da maneira como o meu cabelo estava. Como se alguém, durante a noite, tivesse colocado todo o meu cabelo em pé.