terça-feira, 17 de junho de 2014

Junho e as suas marcas

Junho tem estado a correr bem para mim e continuar esta frase a falar de mim próprio revela egoísmo se começar por adjectivar Junho como um mês bom.
Entrei de férias, até agora tenho andado por casa, a ler umas coisas e a escrever outras, a dormir o que não dormi nos últimos meses e a aproveitar o que as férias de verão nos obrigam a aproveitar.
Mas Junho não tem sido muito bom para algumas pessoas. 


Acompanhei as duas situações em directo. Por um lado, tentei ignorar o festejo da senhora que fazia Vítor Gaspar falar muito devagar devido à tradução simultânea que o próprio tinha de fazer ao que a Merkel lhe comunicava ao ouvido. 
Na foto da Merkel, como podeis observar, o ministro Marques Guedes está a coçar a cabeça, com um cachecol da seleção à volta da pescoço, possivelmente a rezar para que Merkel pudesse ter uma reação vagal ao invés de andar para ali a festejar a mesma coisa de sempre: quando vê que Portugal está na merda.
Falando em reações vagais, no feriado 10 de Junho acompanhava o discurso de Cavaco com atenção até ver o coronel das Forças Armadas abraçado ao Cavaco enquanto se desenvolvia uma reação vagal ao nosso PR. Duas imagens que marcam o mês. Mas vejamos o bright side da coisa: Cavaco ficou fino 30 minutos depois e Portugal ainda pode surpreender este Mundial.

sexta-feira, 13 de junho de 2014

Hangover

quarta-feira, 11 de junho de 2014

Dia triste

Acordei com a notícia que a empresa Controlinveste estaria a despedir cerca de 160 pessoas. 160 pessoas corresponde a muitas famílias, não esqueçamos isso.
Diz o Expresso:

"DN" é o mais afetado pelos despedimentos na Controlinveste, "O Jogo" é o menos.


Profissionais estão a ser chamados um a um durante hoje e amanhã. Dos 160 despedidos, 65 são jornalistas.Eu, no meu "inconseguimento" como diria a presidente da assembleia da república, sou um cidadão estudante e aqui permaneço, a prosseguir e a acreditar na minha ambição profissional que é o jornalismo, não podendo fazer nada para reverter a situação.Espero lutar para que a área jornalística realmente mude e lutar também para que consiga efectivamente o que quero.Dias como este deitam-me abaixo, como é óbvio, e fico, aos poucos, destroçado com este tipo de notícias, portanto não quero imaginar como estão os funcionários que acabaram de receber a notícia de despedimento. Existem outros dias que também me deixam com menos vontade de prosseguir o que quero, já ouvi de tudo: "desiste disso", "boa sorte com o desemprego", "pensa em alternativas".Já pensei em alternativas e tenho-as bem definidas, mas nada me deixa tão entusiasmado com o facto de poder vir a estudar algo que me leve a ser jornalista, porque sei que tenho alguma aptidão e interesse por todo esse mundo.É um dia triste para a empresa e para os respectivos despedidos e também, certamente, funcionários que "escaparam". Desejo toda a força a estes funcionários que retomarão a sua vida, sentindo certamente que estão incapacitados de poder fazer algo melhor mas que o país não o permite.Independentemente desta mensagem não ir muito longe, é isto que tenho que a dizer a todas essas pessoas.

terça-feira, 10 de junho de 2014

O interesse pela palhaçada

Cavaco desmaiou nas cerimónias de 10 de Junho com a justificação de uma reação vagal, causa mais comum nos desmaios.
Rapidamente apareceram os comentários do costume, tentativas de piadas, o Nilton deve ter ficado todo feliz - houve apenas uma muito boa com sentido político, pois disse o Inimigo público "Momentos que Cavaco Silva esteve desmaiado foram dos mais activos do seu mandato".
É curioso que as pessoas, nomeadamente o pessoal mais novo, só se importe com política quando existem este tipo de coisas, ou seja, quando existem os não-assuntos ou algo que não interessa minimamente para ninguém. Quando é para dizer mal de repente já todos têm conhecimento político, os insultos são fáceis e as opiniões são dadas como se fossem os mais sábios de sempre, como se acompanhassem minimamente o que se passa pelo país.
Existem dois tipos de ignorância: a ignorância mais comum que se reflecte nas pessoas que têm falta de conhecimento mas que se tentam informar, ou que têm vontade para se tornarem mais cultas e a ignorância correspondente à estupidez, que se reflecte nas pessoas que não sabem nada mas que não tencionam saber, mas que em situações caricatas como a que aconteceu hoje ao PR torna-las logo opinantes.
Os portugueses são assim: tudo o que cheira a palhaçada criam logo uma atenção suprema para estar a par. Não é por acaso que a "palhaçada" é cada vez mais usual para criar polémica e há quem seja fã, ou fanático por isso, daí estarem a par de tudo o que é caricato em todos os assuntos quer política, futebol e até relações humanas, ao invés de se tornarem minimamente cultos com interesses que realmente valham a pena, quer para si próprios quer para a sociedade. 

sábado, 7 de junho de 2014

Professores e cenas

Estou oficialmente de férias.
O que diferenciou este ano dos outros anos foi talvez a perspectiva que fiquei dos professores e da vida que eles levam.
Leio notícias do descontentamento dos professores face aos problemas que têm profissionalmente, etc. Os alunos não ligam a nada disso. E eles também não "podem" falar desses problemas, aliás, é um assunto não comentado, aliás, os problemas dos stores é de facto um não-assunto.
Por vezes, lá acontece ouvirmos com uns desabafos dos mesmos face à indignação que têm ao sistema de ensino,e mesmo ao ministério da educação.
Tive professores razoáveis. Vagueava na minha mente muitas vezes como é a vida deles. Noto que tinha professores que aparentam ser calmos, contudo outros que parecem uns frustrados com tudo e todos mas que fazem de tudo para que não se note. Noto que uns vivem infelizes, inseguros e talvez nós não tenhamos nada a ver com isso. E não temos, mas nada impede que não pensemos como é que eles vivem a vida.
Mas é um professor. É uma pessoa com quem convivemos todos os dias e ao fim de um ano lectivo acabam por ser imensos meses, muitas semanas e demasiadas horas. E é sempre estranho apenas saber o nome daquela pessoa e também saber somente o que ela nos transmite, neste caso a matéria. A relação é limitada e não podemos interferir em mais nada a não ser sobre assuntos que não fujam da disciplina em si.
É legítimo pensar como é que eles são e a perspectiva deles face à vida, porque são adultos e certamente mais sábios que todos nós portanto leva-me a pensar que valeria a pena conhecê-los melhor, numa perspectiva completamente diferente.
Por enquanto, para eles somos "só mais um aluno", mas um professor que valha a pena marca-nos para sempre.

quinta-feira, 5 de junho de 2014

Conversas que valem a pena

Hoje almocei com um primo que já se licenciou em jornalismo, tirou o mestrado e que já está preparado para começar o doutoramento. Gabo-lhe e admiro a coragem de trabalho e dedicação.
Eu, meio envergonhado ainda, estou pelo secundário numa espécie de ambição e desejo de me licenciar naquilo que mais quero fazer: jornalismo. Jornalismo exige rigor na escrita, na oralidade e na leitura. Falho em alguns aspectos mas tenciono aperfeiçoá-los com tempo e trabalho.
Falámos essencialmente sobre o secundário e de política. Também um pouco sobre o percurso profissional dele que resultou das dicas e conselhos que eu não me deva esquecer futuramente como também deste blog e das entrevistas (que vão voltar!) que fiz há dois anos.
Falámos do deslumbramento, por exemplo dos que seguem jornalismo com o intuito de se tornarem figuras públicas. Julgo que passei por essa fase. A blogosfera e as redes sociais facilmente geram isso.
Sei que não vou entrar no ensino superior em jornalismo com o deslumbramento que me tornarei numa figura pública, neste caso no campo informativo.
Recebi o elogio que escrevo bem, aliás, acima da média das pessoas com a minha idade. Aceitando o elogio não concordei. Comentei que a minha escrita deva ser mais trabalhada e com isso terá influência da leitura, leitura que eu desprezo um pouco, independentemente de ler muitas notícias e crónicas. Facilmente poderei mudar isso.
Resumindo, foi um almoço bom, é de facto raro encontrar pessoas que conseguem transmitir algo inteligente para os outros e que se consiga encontrar alguém com as mesmas ambições que eu, independentemente da diferença de idades. 

quarta-feira, 4 de junho de 2014

Summer is coming... e o Corvo famoso



Última semana de aulas. Aliás, faltam 2 dias para acabar este ano lectivo que, no meu ponto de vista, foi o melhor que já tive, terminar.
Turma muito bacana, os professores - deixando de comparações com os do ano passado -, até são bons - e as notas, apesar de razoáveis, podiam ser melhores, porque pode ser sempre melhor.
Planos para o Verão? Quase nada. Sei que deve ser de extremos. Ou algo excelente ou algo muito mau, como tem vindo a ser nos últimos anos.
Deixemo-nos de expectativas e de ilusões, o que acontecer acontecerá e o que for será.
E o Mundial está a chegar e deixo-vos aqui um vídeo que foi realizado na "minha" Ilha do Corvo, com apoio da Coca Cola e do Pauleta numa espécie de apoio à seleção nacional.
E agora temos a ilha mais pequena dos Açores numa espécie de fama. Está muito bom, vejam.

quinta-feira, 29 de maio de 2014

Tudo ao mesmo tempo

Anda a acontecer tudo ao mesmo tempo. Uma espécie de justificação para escrever pouco aqui reflecte-se na vida de um adolescente pré adulto, que está agitada.
Temos a vida social, a vida escolar, a vida amorosa, a vida familiar e ainda outras coisas que tornam a nossa vida agitada com uma espécie de ansiedade apesar de não se saber porquê.
O facto de andar a acontecer tudo ao mesmo tempo, de os dias passarem a correr, de andar a dormir à pressa e de tentar estar a par de tudo e todos e no fim sentir-me que não  estou a par de nada torna a minha vida como nunca foi: agitada. Sempre tive calma com tudo e com todos, sempre tive tempo para tudo e apreciava as minhas horas mortas de uma maneira inesquecível.
A vida anda a correr-me bem,  sinto que 2014 está a ser o melhor ano. Vem aí o Verão que pode mudar a frase que acabei de escrever. As expectativas são boas mas todas as minhas expectativas nunca corresponderam bem à realidade portanto é melhor mesmo não sonhar demasiado. 

sábado, 24 de maio de 2014

Um incentivozinho

Amanhã é dia de eleições. E como o discurso de Cavaco Silva a apelar ao voto apareceu assim de surra visto que hoje não se falou em mais nada a não ser o jogo Real x Atlético, fica aqui um post de incentivo e apelo ao voto, com as melhores imagens desta campanha eleitoral que, apesar de fraquinha, acompanhei de forma atenta.


António José Seguro e a bola laranja. Curioso.


Rangel e Nuno Melo felizes da vida.


Epá...


Demasiado épico para ser verdade. António Costa em destaque.


Strike a pose.


Paulo Portas e o bacalhau.

Assis.


Nuno Melo triste.

Francisco Assis e António José Seguro (Lusa)
Nada a dizer.

Paulo Rangel à chegada para uma arruada no Chiado, em Lisboa (PAULO CUNHA/LUSA)
Rangel quando se lembra que já não é gordo.

Jerónimo de Sousa cumprimenta crianças durante arruada na Baixa da Banheira (MIGUEL A. LOPES/LUSA)
Jerónimo de Sousa a perguntar às criançinhas como é nascer depois do século XV, já que o próprio não viveu a cena.
Marinho Pinto em ação de sensibilização para a segurança rodoviária (PEDRO NUNES/LUSA)
Marinho Pinto a curti-las. 

terça-feira, 20 de maio de 2014

Duas coisas rápidas

Duas coisas rápidas:
1. Hoje os meus fones deixaram de funcionar. Ia na rua e entrei numa loja de chinês. Comprei uns à toa. 1€. Coloquei-os no telemóvel. Só funcionava um. O outro funcionava (mal).
2. Há uns dias lia-se a notícia que Alexandra Solnado - aquela que fala com os mortos - daria uma palestra no Parlamento. Engraçado, ao contrário dos capitães a Alexandra é sempre bem vinda. Sim, ela fala com mortos. Foi de certeza falar com Cavaco.
Abraços.

quinta-feira, 8 de maio de 2014

O problema é das pessoas

Alguém que nos chateou, que nos irritou, que nos desiludiu, que nos causa simplesmente repulsa, que nos ofendeu, que nos criticou, que nos desprezou, que nos deixa mal.
Ninguém se apercebe disto mas grande parte do que é derivado de sofrimento, tristeza, solidão, depressão advém de alguém. Da causa de uma pessoa humana que entra na nossa vida e pode mudar tudo. 
Existe sempre alguém para nos provocar todas as emoções, nomeadamente estes sentimentos negativos. 
É notável como alguém, ou várias pessoas, têm o poder de nos conseguir destruir e fazer-nos sentir mal como simultaneamente alguém nos consegue pôr bem e, ao mesmo tempo, existe aquelas pessoas nos fazem sentir grandes seres humanos e realizados com a vida.
O impacto de alguém, aliás, de todas as pessoas que passam na nossa vida é tão grande e talvez isso seja uma fraqueza do ser humano. Todos deixam uma marca. Outros deixam demasiadas marcas. O tempo pode curar. Se não curar atenua. 

domingo, 4 de maio de 2014

Diz o sábio Matthieu Ricard

"Quando se tem três mil amigos no Facebook não po­demos evidentemente ter qualquer ti­po de verdadeira conversa. Apenas nos conetamos para falar de nós próprios para um auditório garantido. As con­versas eletrónicas são lapidares, rápidas e por vezes brutais. As conversações humanas, face a face, têm uma natureza diferen­te: evoluem lentamente, têm muitas nuances e ensinam-nos a pa­ciência. Numa conversa somos chamados a ver as coisas de um outro ponto de vista, uma condição necessária à empatia e ao al­truísmo."

Ler a entrevista na íntegra aqui: http://www.noticiasmagazine.pt/2014/a-felicidade-egoista-esta-condenada-ao-fracasso/

sábado, 3 de maio de 2014

Diz que é uma espécie de ajuda

Ao longo dos tempos não tenho acompanhado muito a blogosfera, mas tenho andado a pensar e acho que devia actualizar a lista de blogs que sigo (que estão na barra direita da página).
Deixei de seguir alguns, ou porque já não me agradavam ou porque simplesmente deixaram de escrever mas quero mudar as leituras pela blogosfera e encontrar blogs que valham a pena serem lidos. 

Então o que vos peço é que me sugiram alguns blogs que considerem que devam ser lidos. Até pode ser o vosso. Ou blog que gostem mesmo de ler e que acham que vale a pena.

sexta-feira, 2 de maio de 2014

A criatividade e a sabedoria

O meu stor de Filosofia dizia hoje que à medida que vamos tendo conhecimentos, ou seja, ao tornarmo-nos mais cultos mais criatividade temos.
Porquê? O que nos dá conhecimento não nos devia tornar apenas cultos? Por que é algo já feito nos traz novas ideias? O que fazemos de criativo tem que ser baseado em algo que aprendemos anteriormente?
O que faremos de criativo não será somente, então, algo inspirado ou baseado no que acabámos de aprender? Ou a imaginação é trabalhada sem qualquer influência?
Questões que me fazem a pensar o relacionamento entre a sabedoria adquirida e a criatividade.
Vemos novos músicos na atualidade. Muito famosos, boas letras, um estilo que inspira os jovens. Não serão esses músicos apenas um plágio dos grandes nomes que já passaram? A capacidade de re-inventar nem sempre acontece em todos os casos e por vezes vemos plágios sobrevalorizados pois agradam o público, público que é completamente diferente do que era há uns anos atrás.
Recorro à música como mais fácil de exemplificar mas o mesmo se pode falar na representação ou na escrita. 

quinta-feira, 1 de maio de 2014

Maio

Interrompo um trabalho de casa de Filosofia - por sinal, um pouco manhoso -, para vos dizer que está sol. Bem, a esta hora *verificar hora da postagem do blog* já não está, mas hoje esteve um dia mesmo muito bom nomeadamente para os ingleses que estão no Algarve. Passar um dia na praia e tal. Tenho saudades da praia e invejo quem lá esteve hoje.
Maio: tenho uns testes, uns trabalhos, quase tudo ao mesmo tempo, há eleições no final do mês (fuck yeah) e basicamente este mês acaba "tudo" na escola, restando uns dias de Junho para as típicas auto-avaliações envolvidas já em 27 graus com o pessoal todo na sala de aula de manga-curta e os transportes públicos com o cheiro típico a suor.
Maio promete... um mês trabalhoso mas esperançoso (para que termine) porque o Verão tem capacidades de ser o melhor.

quarta-feira, 30 de abril de 2014

A timidez

A insegurança e a timidez tem uma potência maior do que nós pensamos, nomeadamente para as pessoas que a possuem.
Eu já fui muito mais inseguro em relação a tudo mas com a maturidade, com um pouco de mais auto-estima, deixei de sê-lo.
Primeiro tive que perceber que o que quero seguir profissionalmente exige uma boa oralidade e a imagem conta bastante. Não podia ser uma pessoa que se reprime demasiado e que pouco fala cuja falha seria a comunicação.
Sei que tenho muito para melhorar e que talvez ainda não consiga dominar muito bem a comunicação e até a relação com as pessoas como desejaria, mas penso que com o treino tudo isso poderá melhorar.
Existem diversos vídeos na internet e até livros de auto-ajuda para combater a timidez porque sim, a timidez pode mesmo ser o inimigo de muitas coisas que poderíamos alcançar e que simplesmente não conseguimos devido a esse fator. Mas com treino, com uma boa preparação e talvez até com auto-estima tudo pode melhorar ao longo do tempo.

domingo, 27 de abril de 2014

Ainda do 25 de Abril

Passei o 25 de Abril em casa mas ao mesmo tempo em Lisboa, em espécie de espírito porque passei o dia agarrado à televisão a ver e ouvir todas as cerimónias que lá ocorreram.
Acompanhei a cerimónia solene na Assembleia da República, a cerimónia no Largo do Carmo como também à chuva de cravos no Terreiro do Paço, já ao final da tarde.
É bom festejar a liberdade e fiquei mesmo contente por tanto português ter saído à rua para festejar a democracia e o dia que assinalou o seu começo no nosso país. 
Sendo eu jovem como sou, visto que nasci 22 anos depois do fim da ditadura tenho o dever de agradecer o facto de sermos um país livre e homenagear todos os anos quem tornou isto possível. 
Muito foi escrito e comentado sobre o 25 de Abril de 74 e sobre os 40 anos que já passaram mas não podia deixar de passar em branco aqui esse dia tão importante que mudou por completo a sociedade portuguesa.

sábado, 26 de abril de 2014

Irritações, Sic Radical









"Irritações" é o novo programa da  Sic Radical. Programa que conta como Pedro Boucherie Mendes na moderação e como comentadores Gonçalo Morais Leitão, João Quadros e Domingos Amaral.
Programa que aborda a atualidade política, social e cultural e que é visto por mim só mesmo pela curiosidade do que é falado e também porque sou fã do João Quadros, um dos melhores humoristas de Portugal - apesar de mais escondido das luzes da ribalta porque assim quer e é ele que escreve o Tubo de Ensaio com o Bruno Nogueira todos os dias para  TSF e ele é de facto um bom argumentista.
A ver. Nem que seja só uma vez.
Às quintas-feiras, na Sic Radical. 

sexta-feira, 25 de abril de 2014

A liberdade dos pais no "Boa tarde"

Na passada quarta-feira estive no programa "Boa Tarde" da Sic como convidado para uma pequena - muito pequena -, conversa sobre os adolescentes em relação à sua privacidade em casa e nas saídas à noite, na liberdade dos pais, temas que são sempre muito polémicos quando as pessoas têm filhos adolescentes.
Foi uma tarde diferente, aliás, nunca tinha estado com base na cara, o que foi estranho, nem caminhado pelos estúdios da Sic e muito menos a falar para tanta gente.
O essencial a reter da conversa é que o importante na relação entre pais e filhos é sem dúvida a confiança, aliás, isso é a base de tudo.
É importante que os pais tenham confiança nos filhos mas para isso é preciso que os filhos dêem provas que a confiança que lhes é dada é merecida.  

terça-feira, 22 de abril de 2014

A Birra de Passos Coelho*

Ao longo da democracia portuguesa têm sido diversos os casos caricatos e insólitos que ocorrem na Assembleia da República, nomeadamente nos debates onde a oposição se confronta com o governo. Recordo o célebre “manso é a tua tia, pá” de José Sócrates dirigido ao deputado Francisco Louçã depois do mesmo afirmar que o primeiro-ministro socialista,na altura, se encontrava manso.
No último debate quinzenal na Assembleia da República o país assistiu a mais um momento insólito.
Catarina Martins, deputada do Bloco de Esquerda, usou a palavra para se dirigir ao primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, para afirmar e frisar diversas vezes que a palavra do primeiro-ministro não valia nada, justificando sendo esse o problema do debate político.
O assunto a ser discutido seriam os cortes nos salários e nas pensões que nos três anos de governação deste governo sempre foram feitos com a desculpa de serem medidas pontuais por causa do programa de ajustamento da Troika e agora Passos Coelho desdiz o que afirmara anteriormente, ou seja, o que era pontual afinal é permanente.
Passos Coelho decidiu não responder a esta intervenção, pedindo à deputada o respeito pelo seu direito à indignação pois não se tratava de uma questão de birra mas sim uma questão de respeito à câmara e a si próprio. A justificação acabou por não convencer a deputada nem os deputados do mesmo partido e o Bloco de Esquerda acabou por abandonar o debate nesse preciso momento em forma de protesto, pedindo à presidente da República uma conferência de líderes extraordinária para discutir esta situação insólita, que foi recusada com a justificação que não haveria necessidade para tal. A própria presidente disse a meio da situação insólita que o silêncio deve ser levado também como uma interpretação política e mais tarde, acabou por explicar aos jornalistas que esta situação seria discutida numa próxima conferência de líderes.
Passos Coelho tem um papel institucional a cumprir. Quando assistimos ao debate político, ali Passos Coelho não está como Passos Coelho, ou seja, está no papel de primeiro-ministro e como dever tem que responder aos deputados, visto que quem se encontra no Parlamento são deputados que também foram escolhidos pelo povo e como é óbvio, a legitimidade deve ser a mesma.
Não deixa de ser uma falta de respeito aos cidadãos por parte do primeiro-ministro ao recusar-se a falar pois ali não é Passos que está a responder a Catarina, é o primeiro-ministro que está a responder à oposição. Se está a responder à oposição está a responder ao Parlamento e se está a responder ao Parlamento está a responder ao país daí ser compreensível que os deputados do Bloco de Esquerda se tenham retirado da sala face a esta situação.
De facto há excessos de linguagem neste tipo de debate pois por vezes é notório a necessidade de destaque na retórica para atingir alguns fins, aliás, Bloco de Esquerda não tem estado no seu auge e visto que as eleições europeias se encontram por perto, é normal que o partido se queira destacar na oposição.
No mesmo debate Jerónimo de Sousa chamou de mentiroso a Passos Coelho – curiosamente, Passos não se indignou como aconteceu com a deputada Catarina Martins.
Não defendo que o insulto seja correto, mas as verdades são para serem ditas quando são devidamente argumentadas e quanto a isso ninguém se deve opor.
Em relação a esta situação da deputada do BE é comentado que se sente que haja uma guerra de sexismos visto que foi uma deputada que fez com que Passos Coelho se sentisse ferido na sua dignidade e na sua honra masculina.
Será que Passos Coelho reagiria da mesma forma se fosse um deputado do sexo masculino a acusar-lhe de falta de palavra? Penso que em Portugal ainda não seja tolerável que as mulheres digam certas coisas e este é um exemplo claro disso mesmo, daí dar o exemplo da intervenção de Jerónimo de Sousa, pois as reações perante estas duas acusações não foram as mesmas.
Porém, as mulheres têm cada vez mais um papel importante na política, dando o exemplo da presidente da república ou das ministras da justiça e da agricultura. O facto de um deputado ser do sexo masculino ou feminino não deve ser posto em causa ou ter qualquer tipo de influência face a estes debates políticos pois o que realmente deve ser válido e criticado são os papéis que cada deputado exerce visto que têm diversas responsabilidades a cumprir tendo em conta que são representantes do povo português.


*publicado no Jornal Badaladas no dia 17/04