Nunca me deparei com o tema tão confuso e complexo à excepção da política. A única certeza que tenho é a que tu tens: não votar no Sócrates. Quem vota nele ou é estúpido, ou ignorante ou masoquista. Mas, perguntam agora: então, em quem votamos?
Pois... É difícil de responder poque é difícil avaliar as pessoas mais capazes de tirar o país da crise em que se encontra.
Se fores ao meu blog, daqui a umas horas ou um dia, percebes o que digo.
Abraço ;)
Anónimo disse…
Rapaz:
Princípios, de forma genérica, e bom senso são duas coisas bastante distintas que, em casos concretos, podem até se excluir mutuamente. Por outro lado, a retórica que apresentas é baseada no princípio de bem comum, que se conquista pelo esforço equiparável de todos nas mesmas circunstâncias e em sentido ao mesmo fim. Ora a existência de alguém que chega ao mesmo fim sem passar pelas mesmas etapas representa um erro de estrutura ou sistema significativo que quando generalizado pode levar à ruptura do que consideramos estabelecido. Isto, por si só, pode não ser representativo, mas no longo prazo é danoso e, no caso que retratas, é bem visível.
Diz Dante que até fazer o inferno deu trabalho e não foi pouco!!! Portanto, a escolha de um meio caminho nunca será a validação de uma tarefa mas a conclusão de metade de algo. É como conhecer o resultado de uma equação mas desconhecer o seu funcionamento e, como sabemos, chegar a um determinado número tem vários caminhos mas em cada caso só um será correcto...
Fazendo a reflexão do ano lectivo, conto aqui uma história que me deixou um bocado mal e que nunca mais esqueci. Última aula do 1ºperíodo, da tal disciplina. Auto-avaliação. Por ordem alfabética, a professora pede para que nós façamos uma reflexão do 1ºperíodo, onde poderíamos falar sobre o funcionamento das aulas, etc.. Antes disso... A minha turma nem esteve muito bem no 1º período. Em geral, o comportamento era mau e foi numa aula que a turma entrou a rir e a falar alto que perturbou os primeiros minutos da aula. A professora pediu para que nós voltássemos a sair e entrar de novo de forma adequada, pois não foi o que tinha acontecida pela primeira vez. Quando entrámos pela 2ª vez, a professora - como forma de castigo -, repreendeu-nos e mandou-nos escrever 25 vezes as duas seguintes frases: A partir de hoje não volto a entrar na sala de aula de forma desadequada. Ao entrar na sala de aula, devo fazê-lo de forma civilizada e silenciosa. Após estar escrito as duas ...
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Nunca me deparei com o tema tão confuso e complexo à excepção da política. A única certeza que tenho é a que tu tens: não votar no Sócrates. Quem vota nele ou é estúpido, ou ignorante ou masoquista. Mas, perguntam agora: então, em quem votamos?
Pois... É difícil de responder poque é difícil avaliar as pessoas mais capazes de tirar o país da crise em que se encontra.
Se fores ao meu blog, daqui a umas horas ou um dia, percebes o que digo.
Abraço ;)
Princípios, de forma genérica, e bom senso são duas coisas bastante distintas que, em casos concretos, podem até se excluir mutuamente. Por outro lado, a retórica que apresentas é baseada no princípio de bem comum, que se conquista pelo esforço equiparável de todos nas mesmas circunstâncias e em sentido ao mesmo fim. Ora a existência de alguém que chega ao mesmo fim sem passar pelas mesmas etapas representa um erro de estrutura ou sistema significativo que quando generalizado pode levar à ruptura do que consideramos estabelecido. Isto, por si só, pode não ser representativo, mas no longo prazo é danoso e, no caso que retratas, é bem visível.
Diz Dante que até fazer o inferno deu trabalho e não foi pouco!!! Portanto, a escolha de um meio caminho nunca será a validação de uma tarefa mas a conclusão de metade de algo. É como conhecer o resultado de uma equação mas desconhecer o seu funcionamento e, como sabemos, chegar a um determinado número tem vários caminhos mas em cada caso só um será correcto...